Billabong Pro Tahiti

Mais três brasileiros se classificam no Billabong Pro Tahiti

WSL South America

Highlights: Segundo dia no Tahiti
Wilko segue no evento e Adriano de Souza perde na repescagem

Seis brasileiros vão disputar a terceira fase do Billabong Pro Tahiti. Três deles se classificaram nos duelos verde-amarelos da primeira rodada eliminatória do sétimo desafio do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2016. O domingo foi mais um dia de ondas inconsistentes de 3-4 pés, pequenas em se tratando de Teahupoo. O estreante na elite deste ano, Alex Ribeiro, conseguiu vencer sua primeira bateria no CT batendo o atual campeão mundial Adriano de Souza. E as outras duas vitórias também foram conquistadas pelos surfistas que estavam na parte de baixo do ranking, com Jadson André derrotando Filipe Toledo e Alejo Muniz despachando Wiggolly Dantas em baterias muito fracas de ondas. Eles se juntam a Gabriel Medina, Italo Ferreira e Bruno Santos, que estrearam com vitórias no sábado.

Alex Ribeiro winning his first Round Two heat of the season. Alex Ribeiro - WSL / Damien Poullenot

Infelizmente, a previsão não é boa para o período do Billabong Pro Tahiti, que vai até 30 de agosto, então as duas primeiras fases aconteceram em condições difíceis e desfavoráveis. Outros dois brasileiros competiram no domingo contra surfistas de outros países e acabaram eliminados em 25.o lugar como Adriano de Souza, Filipe Toledo e Wiggolly Dantas, recebendo o mínimo de 500 pontos e 9.000 dólares pela participação. Caio Ibelli foi barrado pelo australiano Matt Banting e Miguel Pupo perdeu o último confronto do dia para o norte-americano Kanoa Igarashi.

O domingo começou com o lycra amarela de número 1 do Jeep WSL Leader, Matt Wikinson, confirmando o favoritismo contra o convidado do Taiti, Hira Teriinatoofa. Em seguida, aconteceu o primeiro dos três duelos brasileiros da segunda fase. A bateria chegou a ser reiniciada porque não entrou nada de ondas nos 15 primeiros minutos e as condições continuaram terríveis, praticamente sem nenhum tubo que todos esperavam surfar na bancada mais desafiadora do mundo.

Jadson Andre placed third in Heat 9 of Round One at the Billabong Pro Tahiti. Jadson Andre - WSL / Kelly Cestari

O paulista Alex Ribeiro, que tinha perdido as treze baterias disputadas até ali no seu ano de estreia na divisão de elite da World Surf League, teve mais sorte para conseguir sua primeira vitória, mesmo que por um baixo placar de apenas 6,23 a 5,70 pontos de Adriano de Souza. Mineirinho e Filipe Toledo chegaram a ir para a Indonésia treinar em ondas tubulares especialmente para competir no Taiti, porém não puderam fazer nada em suas baterias, pois as ondas estavam muito pequenas e com pouquíssimos tubos. Ambos não conseguiram tirar nenhuma nota 4,0 pelo menos.

"Estou muito feliz por vencer uma bateria hoje (domingo)", disse Alex Ribeiro. "As condições estão realmente difíceis lá fora. Nós ficamos esperando, esperando e nada de tubos. Acho que a sorte estava do meu lado e estou feliz em passar para a próxima fase. A pressão era grande, porque o Adriano (de Souza) é um dos melhores competidores do mundo, mas as condições estavam difíceis e eu sabia que tinha de maximizar as minhas oportunidades".

Adriano de Souza was eliminated in Round Two. Adriano de Souza - WSL / Damien Poullenot

"As ondas estão bem complicadas hoje, mas isso não é desculpa, porque somos atletas profissionais", disse Adriano de Souza. "Nós temos que surfar e competir quando as ondas estão incríveis e quando estão ruins também. Temos que saber lidar com o que o oceano nos oferece. Vou voltar para casa e analisar o que eu fiz nessa bateria para ir forte para a próxima etapa em Trestles (EUA). Parabéns para o Alex (Ribeiro), pois surfou bem e boa sorte para ele e para os outros brasileiros que continuam no evento".

Filipe Toledo perdeu para o potiguar Jadson André, que ainda achou um tubo que valeu nota 5,50 e outro que rendeu um 4,93 para vencer por 10,43 a 6,63 pontos. Já Wiggolly Dantas só surfou sua primeira onda nos 10 minutos finais da bateria contra o catarinense Alejo Muniz, que derrotou o paulista por 11,17 a 6,23 pontos. Os três vitoriosos estão fora do grupo dos 22 primeiros colocados no ranking que são mantidos na elite dos top-34 da World Surf League para o ano que vem e precisam de bons resultados para entrarem na zona de classificação.

Alejo Muniz placed third in Heat 10 of Round One at the Billabong Pro Tahiti. Alejo Muniz - WSL / Kelly Cestari

TERCEIRA FASE - A expectativa é de que as ondas estejam um pouco maiores na segunda-feira, com a primeira chamada do dia marcada para as 7h30 no Taiti, 14h30 pelo fuso horário de Brasília. O potiguar Italo Ferreira vai abrir a terceira fase contra o havaiano Keanu Asing, que barrou o único taitiano da elite no domingo, Michel Bourez. Depois, Alejo Muniz, 28.o do ranking, enfrenta o 11.o colocado, Adrian Buchan, da Austrália, na quarta bateria. E na sexta, o vencedor da triagem, Bruno Santos, volta a se encontrar com o número 1 do Jeep WSL Leader, Matt Wilkinson, australiano que o niteroiense derrotou no sábado.

A chave de baixo do Billabong Pro Tahiti, que vai apontar o segundo finalista, será iniciada com o paulista Alex Ribeiro encarando o vice-líder do ranking, John John Florence, na sétima bateria. Na nona, o potiguar Jadson André enfrenta outro havaiano, Sebastian Zietz. E o campeão mundial Gabriel Medina, fecha a terceira fase contra o australiano Kai Otton. Medina venceu esta etapa em 2014 e foi vice-campeão na final contra o francês Jeremy Flores no ano passado.

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