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Líderes do ranking tropeçam e cinco brasileiros estreiam com vitórias em Portugal

Highlights: MEO Rip Curl Pro
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Melhores momentos do primeiro dia de disputas em Portugal.

O Meo Rip Curl Pro Portugal foi iniciado na terça-feira (18) com os líderes da corrida pelo título mundial estreando com derrotas nas ondas de 2-4 pés de Supertubos, em Peniche, Cascais. O primeiro foi Matt Wilkinson, na vitória brasileira de Miguel Pupo. Depois, Gabriel Medina perdeu para o português Frederico Morais e Jadson André bateu o líder John John Florence. Além de Pupo e Jadson, também passaram direto para a terceira fase, o campeão mundial Adriano de Souza, Wiggolly Dantas e Italo Ferreira, que igualou o maior placar da terça-feira na bateria que fechou o primeiro dia em Portugal.

jadson andre during Round 1 of the Rip Curl Pro Portugal. Jadson André WSL / Poullenot/Aquashot

O potiguar de Baía Formosa, Italo Ferreira, foi vice-campeão na final brasileira do ano passado com Filipe Toledo em Supertubos. Ele surfou duas boas ondas para somar notas 8,67 e 7,23 contra os havaianos Sebastian Zietz e Dusty Payne e igualar os 15,90 pontos que o australiano Josh Kerr tinha registrado contra o catarinense Alejo Muniz três baterias antes. Italo foi o quinto brasileiro classificado para a terceira fase da penúltima etapa do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour.

As primeiras vitórias verde-amarelas nas ondas portuguesas vieram para surfistas que estão fora do grupo dos 22 que são mantidos no CT para o ano que vem, precisando de bons resultados nesta reta final para entrar na zona de classificação. E eles começaram bem, derrotando dois ponteiros do ranking. Miguel Pupo achou bons tubos nas esquerdas de Supertubos contra Matt Wilkinson e o também australiano Ryan Callinan. O melhor deles valeu nota 8,17 para totalizar 14,34 pontos, saindo do mar com os recordes do dia até ali. Outro australiano que está na briga do título mundial já havia perdido a primeira bateria da terça-feira em Portugal, Julian Wilson, para o compatriota Kai Otton, que está entre os últimos do ranking.

Italo Ferreira during Round 1 of the Rip Curl Pro Portugal Italo Ferreira WSL / Kelly Cestari

"Quando eu estava andando na área dos competidores, vi o Wilko (Matt Wilkinson) vendo as ondas, então eu meio que sabia onde ele ia ficar no mar", contou Miguel Pupo. "Então, eu e o Ryan (Callinan) ficamos brigando onda a onda e felizmente eu consegui um ‘double-up' (duas notas melhores). Eu estou na pressão, mas já estive nessa posição antes e consegui requalificar. Estou tentando não apressar as coisas e foi assim que surfei essa bateria, sentindo o oceano, esperando pelas ondas, acho que é isso que eu tenho que continuar fazendo".

Logo após o primeiro tropeço do número 3, Matt Wilkinson, os dois líderes também foram derrotados em sequência. Ambos competiram numa hora de transformação do mar, com a mudança da maré em Supertubos. Gabriel Medina arriscou os aéreos sem completar a maioria, mas chegou a liderar até o português Frederico Morais achar uma boa onda no final para tirar nota 5,80 e vencer por 11,37 pontos. Medina ficou em segundo com 9,76 e o americano Conner Coffin só conseguiu 8,03 nas duas notas computadas.

Frederico Morais during Round 1 of the Rip Curl Pro Portugal. Frederico Morais WSL / Poullenot/Aquashot

"Não tenho nada a perder, então só estou querendo mostrar o meu surfe. As condições estão muito difíceis e procurei pegar um monte de ondas para conseguir algumas boas", disse Frederico Morais. "Eu estou tentando me classificar (para o CT), mas todos sabem como o QS (Qualifying Series) é difícil. Estou em 38 no ranking e tem três eventos grandes para terminar o circuito e eu adoro o Havaí, então espero poder ir bem lá para, talvez, me qualificar para o próximo ano".

O número 1 do Jeep WSL Leader, John John Florence, foi pior do que Medina e terminou em último, como Matt Wilkinson. O potiguar Jadson André, que já fez uma final com o havaiano na França em 2014, largou na frente com notas 6,67 e 6,53 nas duas primeiras ondas que surfou e ninguém conseguiu superar esses 13,20 pontos no restante da bateria. O português Miguel Blanco ficou em segundo com 11,17 e vai enfrentar John John Florence na primeira eliminatória do campeonato.

Miguel Pupo winning Heat 4 of Round One at the MEO Rip Curl Pro Portugal. Miguel Pupo WSL / Kelly Cestari

"Eu certamente não queria estar nessa posição a cada ano, brigando por vaga, mas às vezes você não tem escolha. Eu tive uma série de lesões no início do ano que atrapalhou bastante, então agora é correr atrás", disse Jadson André. "Eu e o Miguel (Pupo), acho que somos os únicos que sempre ficam nessa situação nos últimos anos, mas eu adoro Portugal, sempre consegui bons resultados aqui e espero poder ganhar mais algumas baterias para melhorar minha posição no ranking".

Depois de John John e Miguel Blanco, entra Gabriel Medina na segunda bateria com o australiano Ryan Callinan. E Matt Wilkinson está na terceira com o francês Jeremy Flores. Entre os nove surfistas com chances matemáticas de ser campeão da temporada nas duas últimas etapas, apenas quatro passaram direto para a terceira fase, o sul-africano Jordy Smith (4.o do ranking), os norte-americanos Kolohe Andino (5.o) e Kelly Slater (8.o) e o defensor do título mundial, Adriano de Souza (10.o). Julian Wilson (6.o) vai enfrentar o brasileiro Alex Ribeiro no quarto duelo da segunda fase. E no seguinte, entra o atual campeão da etapa portuguesa, Filipe Toledo, com o australiano Adam Melling, para tentar recuperar a derrota para Wiggolly Dantas na estreia dos três na mesma bateria da terça-feira.

Kelly Slater during Round 1 of the Rip Curl Pro Portugal. Kelly Slater WSL / Poullenot/Aquashot

O onze vezes campeão mundial Kelly Slater também está na briga do título outra vez e, com seus 44 anos de idade, completou o melhor aéreo do dia para aumentar os recordes de Miguel Pupo para nota 9,00 e 15,83 pontos. Esse placar logo foi batido no confronto seguinte, com o australiano Josh Kerr também usando os aéreos para atingir 15,90 pontos. O catarinense Alejo Muniz surfou bem essa bateria e quase consegue a virada no final, alcançando 15,76 pontos contra o novo recordista do Meo Rip Curl Pro Portugal.

A quarta vitória brasileira falhou por pouco nessa bateria, mas na seguinte o campeão mundial Adriano de Souza batalhou até o fim para conseguir a classificação direta para a terceira fase. Ela veio com a nota 7,30 da sua última onda, totalizando 14,17 pontos para superar os 13,50 do australiano Jack Freestone. Caio Ibelli não achou boas ondas e ficou em último com 11,24. Depois, Joel Parkinson venceu a penúltima bateria da primeira fase e Italo Ferreira fechou a terça-feira igualando o recorde de 15,90 pontos do australiano Josh Kerr.

Adriano De Souza during Round 1 of the Rip Curl Pro Portugal. Adriano de Souza WSL / Kelly Cestari

ELIIMINATÓRIAS - Depois da rodada de apresentação dos melhores surfistas do mundo em Portugal, agora vem a primeira fase eliminatória do Meo Rip Curl Pro. E ela vai começar quente, com cinco dos nove concorrentes ao título mundial nas primeiras baterias. O líder John John Florence vai abrir o próximo dia com o português Miguel Blanco. Gabriel Medina entra na segunda bateria, com o australiano Ryan Callinan. Matt Wilkinson está na terceira, com o francês Jeremy Flores. Na quarta, Julian Wilson enfrenta o brasileiro Alex Ribeiro e a quinta repete o confronto Brasil e Austrália, entre Filipe Toledo e Adam Melling.

Mais dois brasileiros vão encarar o tudo ou nada da primeira repescagem da etapa portuguesa da World Surf League. O catarinense Alejo Muniz foi escalado na sétima bateria com o havaiano Sebastian Zietz e o paulista Caio Ibelli na nona com o australiano Davey Cathels. Os vencedores avançam para a terceira fase e quem perder novamente termina em 25.o lugar no Meo Rip Curl Pro Portugal, recebendo 9.000 dólares pela participação e descartando os 500 pontos dentre os nove resultados computados no ranking final da World Surf League.

Alejo Muniz during Round 1 of the Rip Curl Pro Portugal Alejo Muniz WSL / Kelly Cestari

Se isso acontecer para os líderes na corrida do título mundial, o vencedor do novo troféu de campeão da World Surf League só será decidido nos tubos de Banzai Pipeline, pelos mesmos nove candidatos que estão matematicamente na briga agora em Portugal. Para garantir o seu primeiro caneco de melhor do mundo por antecipação, John John Florence precisa chegar na grande final do Moe Rip Curl Pro. Se Medina não tiver passado da terceira fase, o havaiano já entrará na bateria consagrado desde que Matt Wilkinson ou Jordy Smith não vençam o campeonato que fecha a perna europeia do Samsung Galaxy WSL Championship Tour.

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