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Willian e Jadson são o Brasil no QS 6000 de Newcastle

O catarinense Willian Cardoso e o potiguar Jadson André são a esperança de uma segunda vitória consecutiva do Brasil no tradicional Surfest Newcastle na Austrália. Os dois passaram para as quartas de final que vão abrir o domingo decisivo do QS 6000 Burton Automotive Pro, ganhando os duelos brasileiros com o paulista Victor Bernardo e o catarinense Tomas Hermes, respectivamente, no sábado de ondas pequenas e mar difícil de competir em Merewether Beach. Jadson vai enfrentar o australiano Mikey Wright na terceira bateria e Willian disputa a última vaga para as semifinais com o norte-americano Evan Geiselman.

Jadson Andre progresses thtough Round 1 at the 2018 Burton Automotive Pro Jadson Andre WSL / Tom Bennett

Além de Tomas Hermes e Victor Bernardo, outros dois brasileiros também perderam nas oitavas de final realizadas no sábado, o cearense Michael Rodrigues e o catarinense Alejo Muniz. Os quatro terminaram empatados em nono lugar no primeiro QS 6000 do ano, marcando 1.550 pontos no ranking do WSL Qualifying Series. Willian Cardoso e Jadson André garantiram um mínimo de 2.650 pontos com a passagem para as quartas de final e já aparecem em 11.o lugar no ranking que classifica dez surfistas para a elite dos top-34 do World Surf League Championship Tour.

As oitavas de final masculinas foram realizadas entre duas rodadas da categoria feminina, que também definiram as quartas de final do QS 6000 Grandstand Sports Clinic Women´s Pro. As brasileiras Silvana Lima e Tainá Hinckel e a peruana Melanie Giunta, perderam na fase classificatória para as oitavas de final e terminaram em 17.o lugar, somando 1.050 pontos no ranking do WSL Qualifying Series. As condições do mar estavam muito difíceis, com ondas mexidas de 2-3 pés e séries muito espaçadas, fazendo com que poucas ondas boas entrassem nas baterias, o que dificultava ainda mais a ação dos surfistas dentro d´água.

Mikey Wright at the 2018 Burton Automotive Pro Mikey Wright WSL / Tom Bennett

O catarinense Alejo Muniz foi o primeiro a competir e só conseguiu surfar duas ondas na bateria vencida pelo havaiano Barron Mamiya por 14,83 a 8,33 pontos. No confronto seguinte, entraram mais ondas e o cearense Michael Rodrigues, que ainda é o recordista absoluto do QS 6000 Burton Automotive Pro com a nota 9,80 e os 18,07 pontos conseguidos na sexta-feira, quase consegue a classificação em sua última onda. No entanto, o australiano Davey Cathels pegou as melhores para vencer por 14,67 a 13,47 pontos.

DUELOS BRASILEIROS - Depois, vieram os dois duelos verde-amarelos que já garantiam o Brasil nas quartas de final. Foram duas batalhas eletrizantes, com a liderança trocada a cada onda. No primeiro, o potiguar Jadson André largou na frente com nota 6,57 e depois conseguiu um 5,90 para totalizar 12,47 pontos. O catarinense Tomas Hermes lutou até o fim e achou uma boa onda para tentar a vitória no último minuto. Ele fez tudo o que a onda permitiu e quase conseguiu a virada, mas a nota saiu 6,70 e seu placar ficou em 12,20 pontos. A vitória foi, então, do experiente potiguar que estava na elite do CT até o ano passado, sobre uma das novidades da "seleção brasileira" que vai disputar o título mundial esse ano.

Evan Geiselman at the 2018 Burton Automotive Pro Evan Geiselman WSL / Tom Bennett

"Estou muito contente e animado por ter muitos brasileiros no World Tour (CT) esse ano. Infelizmente, perdi minha vaga no ano passado, mas vou torcer por eles e sei que eles vão torcer por mim para voltar no ano que vem", disse Jadson André. "Este é o primeiro evento importante do QS esse ano, então estou feliz por estar começando bem, pois viajei do Brasil para cá para buscar bons resultados nestas duas etapas do QS 6000 aqui. Eu vou participar de muitos campeonatos esse ano para buscar meu objetivo de 2018, que é voltar ao CT".

A outra bateria brasileira fechou as oitavas de final com o catarinense Willian Cardoso usando o seu "power surf" para levantar grandes leques de água nas batidas e rasgadas. Com notas 6,33 e 5,50, ele superou o ágil paulista Victor Bernardo, que até conseguiu a maior nota da bateria, 6,50, porém teve que somar um 4,33 e o resultado acabou definido por apenas 1 pontinho de diferença, 11,83 a 10,83.

Caroline Marks Caroline Marks WSL / Paul Danovaro

QS 6000 FEMININO - Na competição feminina, foram disputadas duas fases no sábado para também definir as quartas de final do QS 6000 Grandstand Sports Clinic Women´s Pro. As três sul-americanas perderam na rodada classificatória para as oitavas de final e ficaram em 17.o lugar, marcando 1.050 pontos no ranking. A catarinense Tainá Hinckel, de apenas 14 anos de idade, e a peruana Melanie Giunta, não conseguiram achar boas ondas nas suas baterias.

Tainá foi eliminada por duas tops do CT, a havaiana Malia Manuel e a americana Sage Erickson, enquanto Melanie foi barrada pela número 1 no ranking do QS em 2017, a francesa Johanne Defay, e pela australiana Sophie McCulloch. Já a cearense Silvana Lima quase consegue a classificação na última onda que surfou nos minutos finais da bateria, porém a nota recebida não foi suficiente para superar a norte-americana Alyssa Spencer na disputa vencida pela australiana Macy Callaghan.

Dimity Stoyle Dimity Stoyle WSL / Paul Danovaro

Apesar das derrotas, Tainá Hinckel e Melanie Giunta conseguiram seus melhores resultados no ano e ganharam várias posições no ranking do WSL Qualifying Series. A brasileira saltou do 92.o para o 45.o lugar e a peruana subiu da 69.a para a 36.a colocação na classificação geral das sete etapas que serão completadas neste domingo em Newcastle. Já Silvana Lima chegou na Austrália em nono lugar e no momento aparece em 12.o, porém deve cair mais posições no último dia do QS 6000 Grandstand Sports Clinic Women´s Pro.

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