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Oi Rio Pro vem aí com a etapa brasileira da WSL

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Confira oque rolou no último dia do Oi Rio Pro 2015

Os melhores surfistas do mundo voltam a se apresentar na Barra da Tijuca entre os dias 10 e 21 de maio, prazo para o Oi Rio Pro realizar a quarta das onze etapas do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour 2016 no Rio de Janeiro. O palco principal da etapa brasileira, com todas as atrações extras para o público, permanece no Postinho no início da Barra, como nos últimos anos. A novidade para esse ano é a sede alternativa do evento, que será na Praia de Grumari, um Parque Municipal em Área de Preservação Ambiental (APA) com acesso limitado, que ficará preparada para receber a competição nos dias que apresentar ondas melhores do que no Postinho.

Importante ressaltar que se o Oi Rio Pro for para Grumari, serão emitidos avisos pela mídia com antecedência e haverá um esquema especial para controlar o acesso até a praia, como já existe em outros eventos da World Surf League, como em Bells Beach na Austrália e Trestles nos Estados Unidos, por exemplo. A prioridade é para os atletas e seus acompanhantes, staff técnico e imprensa, mas o público também poderá entrar de carro até preencher o limite do estacionamento no local, como já é feito durante a Operação Verão no Rio de Janeiro. A partir daí, terão que deixar seus veículos no Recreio dos Bandeirantes e utilizar as vans que serão disponibilizadas para o transporte desde a entrada da Prainha até Grumari.

2015 Oi Rio Pro WINNER Filipe Toledo. Finalistas em 2015 WSL / Kelly Cestari

Para ver de perto, ao vivo, o show de surfe das grandes estrelas do esporte das ondas no Oi Rio Pro, como os campeões mundiais Gabriel Medina, Adriano de Souza, Kelly Slater, Joel Parkinson, ninguém precisa pagar nada, é só chegar na praia e escolher o melhor lugar na areia, que no passado ficou superlotada vibrando com a vitória brasileira de Filipe Toledo no Postinho da Barra. Apesar do prazo de doze dias, o campeonato precisa de quatro a cinco dias de boas ondas para ser realizado e será transmitido ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo canal ESPN+.

O primeiro dia é imperdível, pois todos os 36 participantes da categoria masculina e as dezoito da feminina, entram juntos na primeira fase, divididos em baterias de três competidores. Essa rodada de apresentação não é eliminatória, então os surfistas arriscam mais as manobras para tentar a vitória, que vale passagem direta para os duelos homem a homem da terceira fase. Ou seja, o show de surfe é garantido e todos têm uma outra chance de classificação na repescagem, mas quem perder de novo termina em último lugar no Oi Rio Pro.

Filipe Toledo launches in the event Final. Filipe Toledo WSL

A expectativa é grande da torcida, que deve comparecer em grande número novamente, principalmente porque pela primeira vez dois campeões mundiais do Brasil estarão competindo, Gabriel Medina e o defensor do título, Adriano de Souza. Mineirinho já sentiu a emoção de vencer no Rio de Janeiro com a praia lotada numa vibração parecendo um estádio de futebol, quando a etapa brasileira retornou ao Rio de Janeiro em 2011. E no ano passado, foi a vez do jovem Filipe Toledo brilhar com seus aéreos no Postinho levantando a multidão que superlotou a praia no último dia.

A "seleção brasileira" que disputa o título da World Surf League nas melhores ondas do mundo, aumentou de sete para dez surfistas. Os paulistas Adriano de Souza, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Wiggolly Dantas, Miguel Pupo, e os potiguares Jadson André e Italo Ferreira, o Estreante do Ano em 2015, estão juntos por mais um ano. As novidades são os estreantes na elite dos top-34, os paulistas Caio Ibelli e Alex Ribeiro, e o catarinense Alejo Muniz, que ficou um ano fora e recuperou sua vaga também pelo ranking de acesso do WSL Qualifying Series.

Gabriel Medina (BRA) throws a backside air during Round 3 at the Oi Rio Pro. Gabriel Medina WSL / Kelly Cestari

26 ANOS DO MUNDIAL NO RIO DE JANEIRO - O Rio de Janeiro é um dos palcos mais tradicionais do circuito mundial. Em 2016, será o 26.o ano que a capital carioca recebe uma das etapas válidas pelo título mundial da temporada, desde o primeiro circuito iniciado em 1976 pela extinta IPS (International Professional Surfers). Na época, a Praia do Arpoador era onde todos surfavam na capital carioca e foi o primeiro palco a ser apresentado para o mundo.

Os cariocas Pepê Lopes e Daniel Friedman venceram as primeiras edições. Pepê também fez história quando se tornou o primeiro brasileiro a ser finalista do tradicional Pipeline Masters no Havaí, depois começou a praticar voo livre, foi campeão mundial na modalidade e acabou falecendo durante uma competição no Japão. Já Daniel Friedman continua envolvido no esporte até hoje e é o diretor de prova da etapa brasileira da World Surf League no Rio de Janeiro.

Depois das duas vitórias brasileiras, os australianos dominaram o alto do pódio até 1982, quando a entidade que organiza o circuito mundial mudou da IPS para a ASP (Association of Surfing Professionals), que em 2015 passou a se chamar World Surf Legue (WSL). O Brasil ficou alguns anos de fora do calendário e retornou em 1986 com os saudosos Hang Loose Pro Contest na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC). A capital carioca só voltou a sediar etapas válidas pelo título mundial em 1988, já na Barra da Tijuca, próximo ao condomínio Barramares, onde ficou por 14 anos consecutivos, até 2001.

Adriano de Souza tags the lip in Round 1 of the Oi Rio Pro. Adriano de Souza WSL / Kelly Cestari

Durante este período, o maior ídolo do esporte em todos os tempos, Kelly Slater, confirmou o primeiro dos seus onze títulos mundiais em 1992. O australiano Mark Occhilupo em 1999 e o havaiano Sunny Garcia em 2000, também garantiram os seus únicos troféus de melhor surfista do mundo no Brasil, antes das etapas finais no Havaí. E mais recentemente, já no pico do Postinho, o australiano Joel Parkinson deu a arrancada para conquistar o título mundial de 2012, com o vice-campeonato na final vencida pelo havaiano John John Florence.

Depois de Pepê Lopes e Daniel Friedman nos eventos da IPS no Arpoador, o Brasil só voltou a vencer no Rio de Janeiro em 1991 com Flávio "Teco" Padaratz e em 1998 com Peterson Rosa. No ano seguinte, foi a vez da carioca Andrea Lopes se tornar a primeira brasileira a ganhar uma etapa do CT. A capital carioca perdeu a etapa brasileira em 2002, quando foi realizada pela única vez na Praia de Itaúna, em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

Courtney Conlogue powers through a turn during the Final. Courtney Conlogue WSL

Em 2003, ela mudou para Santa Catarina e só retornou 10 anos depois para a Barra da Tijuca, com Adriano de Souza conquistando o título para delírio de uma enorme torcida que lotou a praia em 2011 e gritava "Mineiro, Mineiro, Mineiro", mais parecendo um estádio de futebol. Mineirinho chegou perto de repetir o feito em 2013. Ele passou por Gabriel Medina na semifinal, mas perdeu a decisão para o sul-africano Jordy Smith. As outras etapas disputadas no Postinho foram vencidas pelo havaiano John John Florence em 2012 e o taitiano Michel Bourez em 2014. Mas, no ano passado deu Brasil de novo de forma sensacional com Filipe Toledo fazendo a festa da multidão que lotou o Postinho da Barra no último dia.

A OI E O ESPORTE - A Oi tem longo histórico de apoio ao esporte, com patrocínios a grandes eventos, equipes e atletas de diferentes modalidades, como basquete, judô, futebol, surfe e skate. A companhia tem grande expertise no apoio ao esporte, seja com patrocínio ou com prestação de serviços de telecomunicações em grandes competições realizadas no país. O incentivo da Oi a projetos esportivos é estratégico para a companhia e reforça a importância do esporte como ferramenta de transformação. Em 2016, a companhia já patrocinou os Jogos Cariocas de Verão e o Oi Bowl Jam de skate. Ano passado, a Oi também patrocinou o Circuito Brasileiro Oi Super Surf e o Oi Rio Pro, a etapa brasileira do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour (CT). Além disso, a Oi patrocina os surfistas brasileiros de destaque na WSL: Gabriel Medina, Filipe Toledo, Silvana Lima e Adriano de Souza, o Mineirinho, atual campeão do mundo. O incentivo da Oi a projetos esportivos, principalmente de esportes urbanos é um dos pilares de investimento de patrocínios da companhia.

Matt Wikinson
WSL / Daniel Smorigo
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