MEO Rip Curl Pro Portugal

Medina e Filipe seguem na briga do título mundial em Portugal

WSL South America

Highlights: Round 2
JJF e Medina vencem em baterias apertadas.

O havaiano John John Florence e Gabriel Medina venceram as primeiras eliminatórias do Moe Rip Curl Pro Portugal na quinta-feira e seguem disputando a liderança do ranking na prova que fecha a "perna europeia" do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour. Foram realizadas apenas cinco baterias nas condições muito inconsistentes do mar em Supertubos e Filipe Toledo ganhou a última do dia. Ele é o campeão dessa etapa e está na luta do título da temporada. Florence e Medina são os principais concorrentes e a surpresa foi a derrota do número 3, Matt Wilkinson, que saiu da briga com o último lugar em Portugal. Agora são oito com chances matemáticas de ganhar o novo troféu de campeão da World Surf League.

Gabriel Medina during Round 2 of the Rip Curl Pro Portugal Gabriel Medina - WSL / Poullenot/Aquashot

As duas primeiras baterias foram bem fracas de ondas, mas os líderes do ranking confirmaram o favoritismo. O número 1 do Jeep WSL Leader, John John Florence, conseguiu duas notas médias, pegando um tubo limpo numa onda e manobrando forte em outra, para somar 10,54 pontos. O português Miguel Blanco terminou com 8,60 e recebeu 9.000 dólares pela participação no Moe Rip Curl Pro, a primeira da sua carreira em etapas do CT.

"Essa era uma bateria superimportante e fiquei bem nervoso nestes dois dias, esperando as chamadas para ver se ia competir ou não, já que a minha era a primeira", contou John John Florence. "Fiquei contente que esperaram (a comissão técnica) até hoje (quinta-feira), mas as condições estão muito difíceis ainda. Espero que melhore à tarde, mas agora foi bem difícil competir e estou feliz por conseguir avançar para a próxima fase".

John John Florence during round 2 of the Rip Curl Pro Portugal John John Florence - WSL / Poullenot/Aquashot

O vice-líder do ranking, Gabriel Medina, teve uma bateria bem mais disputada com Ryan Callinan e ganhou por pouco do australiano para seguir vivo na disputa pelo bicampeonato mundial. Para levar a decisão do título para o Billabong Pipe Masters no Havaí, Medina precisa chegar nas quartas de final do Moe Rip Curl Pro Portugal. Ele tentou os aéreos em Supertubos, mas não conseguiu completar os maiores e usou as manobras de borda para avançar para a terceira fase na quinta-feira de condições difíceis para competir em Peniche.

"Foi muito difícil, eu só tinha ondas ruins, mas felizmente foi o suficiente para vencer a bateria, que era o que eu precisava mesmo", disse Gabriel Medina, após a vitória por uma pequena diferença de 9,84 a 9,43 pontos. "Todos que estão aqui competindo são muito bons, podem fazer aéreos, pegar tubos e fazer grandes manobras, então estou apenas tentando fazer o meu melhor nas minhas ondas e estou feliz por estar na terceira fase".

Jeremy Flores during round 2 of the Rip Curl Pro Portugal Jeremy Flores - WSL / Poullenot/Aquashot

MELHOR DO DIA - As condições do mar estavam difíceis, mas o francês Jeremy Flores achou dois tubaços incríveis em Supertubos logo no início da terceira bateria do dia. O primeiro foi mais longo e fechou a onda com um floater para ganhar nota 9,0 dos juízes. Rapidamente, ele pegou outro tubo semelhante para totalizar o maior placar do dia, 17,00 pontos. Jeremy é um dos últimos do ranking e enfrentava o número 3, Matt Wilkinson, que liderou a corrida do título em sete das nove etapas disputadas. Só que as ondas que vieram para o francês, não apareceram mais e o australiano acabou saindo da disputa pelo troféu de campeão mundial com a eliminação em último lugar no Meo Rip Curl Pro Portugal.

"Eu só tive muita sorte de as ondas terem vindo para mim", disse Jeremy Flores, que no momento está garantindo sua permanência na elite entre os dez indicados pelo ranking do WSL Qualifying Series. "As ondas vieram para mim, eu só remei e botei pra dentro, foi muita sorte, só isso. Tenho certeza que se o Wilko (Matt Wilkinson) pegasse aquelas ondas, também teria feito o mesmo ou até melhor. Eu não ganhava uma bateria no CT há muito tempo e tudo que estou querendo agora é não terminar em último no ranking".

Filipe Toledo during round 2 of the Rip Curl Pro Portugal Filipe Toledo - WSL / Poullenot/Aquashot

Depois da apresentação dos três ponteiros do Jeep WSL Ranking, entrou o número 6, Julian Wilson, contra um brasileiro que também está brigando na parte de baixo da tabela de classificação. Foi mais uma bateria muito fraca de ondas e o australiano levou a melhor sobre um dos estreantes na elite do CT esse ano, Alex Ribeiro. Foi o placar mais baixo do dia, 8,33 a 6,73 pontos. Julian Wilson segue na briga do título mundial e já venceu a etapa portuguesa em 2012, tirando a vitória de Gabriel Medina na onda surfada no último minuto.

NOVO PAPAI - Quem também segue vivo na disputa pelo caneco de melhor surfista do mundo é Filipe Toledo, que defende o título do Meo Rip Curl Pro conquistado na final verde-amarela com Italo Ferreira no ano passado. Filipinho acaba de se tornar papai. Sua filha nasceu nos Estados Unidos em 19 de outubro de 2016, enquanto ele estava em Portugal num dia sem competição em Peniche, por causa das condições desfavoráveis do mar na quarta-feira. Em sua primeira bateria como papai, ele achou um tubo e usou os aéreos também para vencer fácil ao australiano Adam Melling, por 15,17 a 4,90 pontos.

Alex Ribeiro during round 2 of the Rip Curl Pro Portugal Alex Ribeiro - WSL / Poullenot/Aquashot

"Ontem (quarta-feira) foi um dia muito intenso para mim, mas foi perfeito. Eu assisti tudo pelo Face Time e foi a melhor sensação do mundo", contou Filipe Toledo. "Ela nasceu saudável e 100% perfeita, o bebê mais bonito que eu já vi na vida (risos). Eu estava com essa mistura de emoções quando remava lá para fora na bateria, fiquei pensando sobre minha família e como me sinto abençoado. Agora, estou bem mais relaxado e feliz, muito feliz. Já estou ansioso esperando pela próxima fase".

PRÓXIMAS BATERIAS - Depois da vitória do atual campeão do Moe Rip Curl Pro Portugal, as condições do mar já estavam bastante deterioradas e a comissão técnica decidiu paralisar a competição. Foi marcada uma nova chamada para as 14h00, depois para as 15h00, mas as ondas não melhoraram e as sete baterias restantes da segunda fase foram adiadas para as 8h00 da sexta-feira em Peniche, 5h00 da madrugada pelo fuso de Brasília no horário de verão.

Julian Wilson during round 2 of the Rip Curl Pro Portugal Julian Wilson - WSL / Poullenot/Aquashot

Mais dois brasileiros ainda vão tentar classificação para a terceira fase nesta rodada dos que estrearam com derrotas em Supertubos. O catarinense Alejo Muniz vai competir no segundo confronto do próximo dia, contra o havaiano Sebastian Zietz. E o paulista Caio Ibelli entra duas baterias depois com o australiano Davey Cathels. No momento, sete brasileiros já estão na terceira fase, pois cinco passaram direto por terem começado com vitórias em Portugal.

Os líderes do ranking já conhecem seus adversários. O número 1, John John Florence, vai enfrentar o português Frederico Morais na sexta bateria e Gabriel Medina entra na sétima com o francês Jeremy Flores, que já tirou o australiano Matt Wilkinson da corrida do título mundial. Filipe Toledo está na décima bateria, mas sem o seu oponente. Já o atual campeão mundial Adriano de Souza, os também paulistas Miguel Pupo e Wiggolly Dantas e os potiguares Italo Ferreira e Jadson André, ainda não aparecem nas baterias da terceira fase.