Fiji Pro

Medina, Italo e Alejo passam para o round 3 do Fiji Pro

WSL South America

Highlights: Round 2 em Fiji
Com o round 2 finalizado, tivemos os primeiros desclassificados do evento.

O campeão mundial Adriano de Souza, os também paulistas Filipe Toledo, Wiggolly Dantas e Miguel Pupo e o potiguar Jadson André, estrearam com vitórias no domingo e passaram direto. E na segunda-feira de ondas também de 4-6 pés em Cloudbreak, o vice-líder do ranking, Italo Ferreira, Gabriel Medina e Alejo Muniz, aproveitaram a segunda chance de classificação para seguirem na disputa do título nas Ilhas Fiji.

O potiguar Italo Ferreira abriu o segundo dia do Fiji Pro e o mar estava difícil, com poucas séries entrando na bateria. A comissão técnica chegou a aumentar o tempo de 30 para 35 minutos, mas mesmo assim alguns confrontos foram marcados por longas calmarias em Cloudbreak. Italo conseguiu surfar o primeiro tubo da segunda-feira, emendando um floater na saída e mais uma série de manobras para confirmar a vitória com a nota 6,17 dessa onda. O convidado de Fiji, Tevita Gukilau, praticamente não surfou na bateria e o vice-líder do ranking venceu fácil por 10,67 a 3,50 pontos.

Italo Ferreira during Round Two. Italo Ferreira - WSL / Ed Sloane

"Eu estava um pouco preocupado, porque essa bateria poderia ser bem difícil contra um surfista local que conhece bem essa onda", disse Italo Ferreira. "Eu fui na primeira série que entrou na bateria, mas eu caí no tubo. Depois consegui completar um, mas o mar ficou um pouco mais devagar e mais desafiador, diferente de hoje (segunda-feira) de manhãzinha, que estava bem bom. Eu tive um bom resultado aqui no ano passado (quinto lugar) e espero fazer melhor dessa vez. Mas, estou querendo mesmo é pegar boas ondas e surfar bons tubos".

O número 1 do Jeep Leaderboard, Matt Wilkinson, entrou no duelo seguinte e teve trabalho contra Alex Ribeiro. O brasileiro surfou bem a bateria, fazendo grandes manobras, atrasando para encaixar num tubo e atacando o crítico das ondas até o fim. Mas, suas notas ficaram na casa dos 5 pontos e as do australiano valeram 6,5 e 6,6 para vencer por 13,10 a 11,10 pontos. O estreante na "seleção brasileira" deste ano continua sem passar nenhuma bateria no CT, enquanto Wilkinson segue defendendo a lycra amarela de número 1 do Jeep WSL Leader nas Ilhas Fiji.

Matt Wilkinson during Round Two. Matt Wilkinson - WSL / Ed Sloane

"Foi um bateria muito lenta", disse Matt Wilkinson. "Eu fui lá pra fora pensando que ia entrar as séries, mas não veio nada por cerca de 15 minutos. O Alex (Ribeiro) começou com algumas ondas médias, que não me deixou assustado lá fora, mas comecei a pensar que não ia entrar nada pra mim. Aí passei a ficar preocupado e fui em algumas ondas ruins. Mas, felizmente, consegui duas pontuações médias que foram suficientes para vencer".

Seus únicos concorrentes agora são o brasileiro Italo Ferreira e o havaiano John John Florence. Os dois precisam ser finalistas do Fiji Pro para superar os 26.250 pontos que Wilko já garantiu no ranking com a passagem para a terceira fase. E os três estão na chave de baixo do evento, que vai apontar o segundo finalista. O primeiro a competir será Italo Ferreira, que terá um duelo potiguar com Jadson André na sétima bateria. John John está na décima com o aposentado Taj Burrow e Matt Wilkinson fecha a terceira fase contra o catarinense Alejo Muniz, que eliminou o vice-campeão desta etapa no ano passado, Julian Wilson.

Caio Ibelli placed second in heat 7 of round two. Caio Ibelli - WSL / Kelly Cestari

FORA DA BRIGA - Com a classificação para a terceira fase, Wilkinson acabou com a chance matemática do campeão mundial Adriano de Souza brigar pela ponta do ranking em Fiji. E os outros dois adversários do australiano perderam na segunda-feira, ficando em último na etapa. O primeiro a cair foi o brasileiro Caio Ibelli, que defendia a quinta posição e teve suas chances de vencer. No entanto, o experiente Taj Burrow foi preciso na escolha das melhores ondas para vencer por 15,30 a 13,03 e seguir disputando a última etapa da sua carreira no Circuito Mundial.

Na disputa seguinte, o havaiano Sebastian Zietz, número 4 do Jeep WSL Leader, também foi batido pelo jovem norte-americano Kanoa Igarashi, que, como Ibelli, nunca tinha competido em Cloudbreak. Outra grande surpresa do dia foi a vitória do catarinense Alejo Muniz sobre o vice-campeão do Fiji Pro no ano passado, Julian Wilson. Os dois travaram uma batalha para ver quem manobrava mais forte de backside, já que os tubos não rolaram neste terceiro duelo do dia. O brasileiro foi mais agressivo numa onda da série para tirar nota 7,67, logo após o australiano assumir a ponta da bateria. Depois disso não entrou mais nada de ondas e Alejo Muniz seguiu em frente por 14,00 a 11,17 pontos.

Alejo Muniz, surfing his way to a win in Round Two. Alejo Muniz - WSL / Ed Sloane

"O Julian (Wilson) é um surfista incrível, um dos meus favoritos no tour", destacou Alejo Muniz, que não competiu nas duas primeiras etapas porque estava se recuperando de uma cirurgia no joelho. "Ele é um bom amigo meu e fez a final aqui no ano passado. Eu sabia que ia ser uma bateria difícil, então só tentei me concentrar em mim mesmo para fazer o meu melhor nas ondas que pegasse. Um mês atrás, eu estava feliz por voltar a surfar, mas agora meu foco é diferente, quero passar baterias".

TUBO E AÉREO - O campeão mundial Gabriel Medina tinha acabado de despachar outro australiano com uma grande apresentação em Cloudbreak, com direito a tubo e aéreo. Ele já começou forte a bateria voando num Alley-Oop como primeira manobra e seguiu atacando com batidas e rasgadas, mas esta onda acabou sendo descartada do resultado. Ele computou o 8,17 de um tubaço que surfou, conseguindo ficar bem profundo para sair vibrando na baforada, com o 7,77 de uma onda destruída por uma série de manobras explosivas de frontside. O australiano Ryan Callinan também surfou bem uma onda que valeu 7,60 para atingir 14,10 pontos, insuficientes para superar os 15,43 de Medina.

Gabriel Medina took down rookie Ryan Callinan in Round Two. Gabriel Medina - WSL / Ed Sloane

"Foi uma bateria difícil contra o Ryan (Callinan)", disse Gabriel Medina. "Ele surfou muito bem e eu sabia que seria um desafio para mim. Felizmente eu achei aquele tubo que valeu 8,17 e estou amarradão por passar para a próxima fase e poder continuar competindo aqui. Só espero pegar mais ondas na terceira fase".

Apenas dois surfistas conseguiram ultrapassar este placar na segunda-feira em Cloudbreak. O tricampeão mundial Mick Fanning voltou a mostrar a potência do seu surfe de borda para totalizar 16,10 pontos no duelo australiano com Kai Otton. Foi a melhor hora do mar e na disputa seguinte o havaiano Dusty Payne atingiu 16,50 com a maior nota do Fiji Pro esse ano, 9,33. Foi com a força das suas manobras de backside numa onda sem tubo contra o americano Nat Young, um dos cinco cabeças de chave derrotados na primeira rodada eliminatória em Cloudbreak.

Mick Fanning during Round One. Mick Fanning - WSL / Ed Sloane

TERCEIRA FASE - A segunda é na terceira fase, quando a vitória passa a ser fundamental, pois a pontuação no ranking passa de 1.750 para 4.000 e ainda vale duas chances de classificação para as quartas de final. O campeão mundial Gabriel Medina foi escalado na primeira bateria com o australiano Matt Banting. Na terceira, tem Filipe Toledo contra o destaque da segunda-feira, Dusty Payne. Na quinta, entra Wiggolly Dantas com o americano Conner Coffin e na seguinte o defensor do título mundial, Adriano de Souza, enfrenta ao havaiano Keanu Asing.

São quatro brasileiros na chave de cima, que vai indicar o primeiro finalista do Fiji Pro, e quatro na de baixo, ou seja, com chance de acontecer até uma decisão verde-amarela nas ondas do Pacífico Sul. Na briga pela ponta do ranking, Italo Ferreira faz mais um duelo potiguar com Jadson André em etapas do CT. No ano passado foram quatro e Italo venceu todas, inclusive na mesma terceira fase da etapa de Fiji. Depois, tem dois confrontos Brasil x Austrália nas últimas baterias, Miguel Pupo contra Adrian Buchan e Alejo Muniz com o líder Matt Wilkinson.

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