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Lucas Chianca brilha nos tubos do Maui and Sons Arica Pro

Em mais um dia de mar épico no Chile, com tubos incríveis de 6-8 pés em El Gringo, o big-rider Lucas "Chumbo" Chianca brilhou de novo numa das ondas mais perigosas do mundo. O francês William Aliotti tinha batido suas marcas do primeiro dia, mas o surfista de Saquarema (RJ) voltou a ser o recordista absoluto do Maui and Sons Arica Pro Tour QS 3000 do Chile, somando notas 9,77 e 8,83 no placar de 18,60 pontos de 20 possíveis. Na quarta-feira, foram realizadas as treze baterias restantes da segunda fase e as duas primeiras da terceira, quando entram os 32 principais cabeças de chave da etapa mais antiga do WSL Qualifying Series na América do Sul.

Lucas Chianca - Maui and Sons Arica Pro Tour Lucas Chianca WSL / Nicolas Diaz

"El Gringo me presenteou de novo com altas ondas e grandes tubos", disse o especialista em ondas gigantes, Lucas Chianca, que esse ano venceu a etapa do WSL Big Wave Tour nas temidas ondas de Nazaré, em Portugal. "A bateria foi incrível, peguei duas ondas muito boas e estou muito contente com o meu desempenho. Esse é um evento que eu tenho muita vontade de ganhar. Já tentei isso três vezes em anos passados e estou muito animado para conseguir o título esse ano. Quero continuar avançando para aproveitar ao máximo esses tubos incríveis de El Gringo".

Os brasileiros ganharam metade das dezesseis baterias da segunda fase. A quarta-feira começou com vitória do irmão mais jovem do Lucas, João Chianca, depois o baiano Yagê Araujo e o paulista Igor Moraes também passaram em primeiro lugar para a rodada de estreia dos cabeças de chave nos confrontos seguintes. Lucas Chianca entrou na décima do dia e os tubos apareceram para ele como na terça-feira, para dar mais um show nos tubos desafiadores de El Gringo.

Manuel Selman - Maui and Sons Arica Pro Tour Manuel Selman WSL / Nicolas Diaz

Ele só surfou duas ondas e foram dois tubaços incríveis, mostrando uma habilidade impressionante para se encaixar nos canudos enormes e sair limpo como se estivesse surfando numa praia comum, não diante de uma das bancadas de pedras mais perigosas do mundo. No primeiro, um dos cinco juízes chegou a dar nota 10 para ele e a média ficou em 9,77. No segundo, Lucas Chianca recebeu 8,83 para atingir fantásticos 18,60 pontos de 20 possíveis. O mexicano Jhonny Corzo se classificou em segundo lugar com apenas 6,67 nas duas ondas.

Três baterias antes, o campeão do Maui and Sons Arica Pro Tour em 2016, William Aliotti, também tinha surfado dois tubos adrenalizantes para aumentar o recorde de pontos de Lucas Chianca de 15,13 para 15,50 pontos. O francês não compete muito nas etapas do WSL Qualifying Series, apenas nas com ondas de qualidade internacional e desafiadoras como as de El Gringo. O irlandês Gearoid McDaid passou junto com ele para a terceira fase, eliminando o australiano Thomas Cervi e o argentino Martin Passeri.

William Aliotti - Maui and Sons Arica Pro Tour William Aliotti WSL / Nicolas Diaz

"Hoje (quarta-feira) o mar está incrível, bombando altas ondas e estou feliz por estar de volta aqui. Eu realmente amo Arica e os tubos de El Gringo", disse William Aliotti. "Fiquei amarradão em pegar umas notas boas e espero pegar mais e mais tubos nas próximas baterias. Hoje, as ondas estavam num tamanho perfeito e fiquei tentando pegar as séries maiores. Tinha umas ondas gigantes lá fora e meu objetivo é pegar uma dessas insanas no evento".

EX-TOP DO CT - Outro surfista que atraiu as atenções na quarta-feira foi o brasileiro Wiggolly Dantas, que até o ano passado integrava o seleto grupo dos top-34 do World Surf League Championship Tour. Ele até foi convocado para substituir o contundido Kelly Slater na etapa que está acontecendo nessa semana em Bali, na Indonésia, mas preferiu disputar os 3.000 pontos no ranking do WSL Qualifying Series que estão em jogo no Maui and Sons Arica Pro Tour. Na sua bateria, as ondas ficaram difíceis, mas ele conseguiu vencer Vitor Ferreira e completou uma dobradinha brasileira sobre dois chilenos, Roberto Araki e Andro Crvik.

Roberto Araki - Maui and Sons Arica Pro Tour Roberto Araki WSL / Nicolas Diaz

"Eu gosto muito dessa onda, é uma onda forte, com tubos, então estou feliz por ter passado minha primeira bateria aqui", disse Wiggolly Dantas. "Minha estratégia era tentar surfar um tubo bom e até peguei um, mas não consegui sair. Depois, peguei uma outra onda mais embaixo para conseguir a vitória. Foi uma bateria com ondas boas e notas muito baixas, mas essa é uma das ondas mais perigosas do mundo. Aqui você pode pegar o tubo da sua vida, como pode se machucar seriamente, mas é um lugar que tem um potencial incrível e vamos com tudo para a próxima fase".

MAIORIA BRASILEIRA - Os brasileiros começaram a quarta-feira com maioria entre os 64 surfistas da segunda fase e mantiveram esse status para a rodada de estreia dos principais cabeças de chave do QS 3000 Maui and Sons Arica Pro Tour. Entre os 64 competidores de 16 países divididos nas dezesseis baterias da terceira fase, dezoito são do Brasil, oito da Austrália, oito dos Estados Unidos, sete do Peru, cinco do Chile e três da Argentina. Mais cinco países ainda têm dois concorrentes ao título, Havaí, França, Portugal, México e Costa Rica. Outros cinco seguem representados por um surfista, Espanha, Alemanha, Irlanda, Japão e Uruguai.

Nic Von Rupp - Maui and Sons Arica Pro Tour Nic Von Rupp WSL / Nicolas Diaz

Esses números já começaram a mudar na quarta-feira, com a realização das duas primeiras baterias da terceira fase que fecharam o segundo dia do Desafio de Arica no Chile. Na primeira, o português Nic Von Rupp achou bons tubos para vencer e o brasileiro Pedro Neves pegou um no final para passar em segundo, barrando o costa-ricense Noe Mar McGonagle, semifinalista do QS 6000 encerrado sábado passado no Japão, e o americano Ryland Rubens.

Mais dois surfistas dos Estados Unidos foram eliminados na bateria seguinte, a última da quarta-feira. Skip McCullough e Austin Neumann perderam para o mexicano Sasha Donnanno a briga pela segunda vaga na estreia vitoriosa do chileno Manuel Selman no Maui and Sons Arica Pro Tour. Após esta bateria, a comissão técnica decidiu paralisar a competição porque o vento já afetava a boa formação dos tubos em El Gringo.

Danilo Cerda - Maui and Sons Arica Pro Tour Danilo Cerda WSL / Nicolas Diaz

A terceira bateria, do norte-americano Parker Coffin com o australiano Jacob Willcox, o japonês Takuto Ohta e o chileno Danilo Cerda, ficou então para as 7h00 da quinta-feira no Chile.

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