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Maui and Sons Arica Pro Tour fecha lista dos 32 melhores nos tubos de El Gringo no Chile

O carioca Jeronimo Vargas passou a bateria dos três campeões do Maui and Sons Arica Pro Tour QS 3000 by Jeep e é o único que pode conseguir um inédito bicampeonato nos 10 anos de história da etapa mais antiga do Circuito Mundial da World Surf League na América do Sul, fora do Brasil. O brasileiro eliminou os peruanos Tomas Tudela campeão de 2017 e Alvaro Malpartida de 2013. Depois, o único chileno a vencer em casa nos tubos de El Gringo, Guillermo Satt, não achou nada pra surfar na bateria que fechou a sexta-feira de ondas pequenas na Ex Isla El Alacrán. Mas, as previsões são de subirem e a primeira chamada do sábado foi antecipada para 6h45, com a fase dos 32 melhores iniciando as 7h00 no Chile.

Joaquin Del Castillo - Maui and Sons Arica Pro Tour Joaquin Del Castillo WSL / Nicolaz Diaz

Na sexta-feira, só foram realizadas as cinco baterias que restavam para fechar a terceira fase. Mesmo as ondas estando com a menor altura da semana, El Gringo ainda mandou alguns tubos incríveis durante a manhã. O melhor do dia foi surfado pelo peruano Joaquin del Castillo, justamente na última bateria, a que o chileno Guillermo Satt não conseguiu surfar nenhuma. Joaquin depois só pegou mais uma para vencer por 10,73 pontos e o costa-ricense Carlos Muñoz fechou a lista dos 32 melhores surfistas nos tubos de El Gringo, nesta edição que celebra o décimo aniversário do Maui and Sons Arica Pro Tour.

Antes do tubaço de Joaquin del Castillo, o melhor do dia tinha sido o do taitiano Kauli Vaast, na primeira onda que pegou na bateria dos três campeões do QS 3000 de Arica. Ele ganhou nota 7,00 que praticamente garantiu a vitória, depois confirmada por exatos 10,00 pontos. O defensor do título, Jeronimo Vargas, surfou um no início que valeu 4,00 e outro no final que recebeu 5,17, passando em segundo com 9,17 pontos. O campeão de 2017, Tomas Tudela, não achou nada de ondas, enquanto o único a fazer três finais em El Gringo, Alvaro Malpartida, buscou os tubos seis vezes e o máximo de nota que conseguiu foi 4,33.

Jeronimo Vargas - Maui and Sons Arica Pro Tour Jeronimo Vargas WSL / Nicolaz Diaz

"Além de nós três, o Kauli (Vaast) é um moleque da nova geração, local de Teahupoo (Taiti), então eu sabia que era praticamente uma final logo na minha primeira bateria aqui", disse Jeronimo Vargas. "Eu sou muito fã também do Tomas (Tudela) e do Alvaro (Malpartida), que é uma lenda, já fez três finais aqui, então não podia dar mole, não tinha margem de erro e estou até orgulhoso de mim mesmo por ter conseguido passar. Eu me machuquei no freesurf antes do campeonato começar e foi sorte ter demorado tanto para eu competir. Assim, pude fazer fisioterapia, tomar remédios e não estou 100%, mas consegui surfar e estou feliz por isso".

VITÓRIA BRASILEIRA - O atual campeão do Maui and Sons Arica Pro Tour QS 3000 by Jeep, machuchou o joelho se chocando com a bancada de El Gringo enquanto treinava na terça-feira. Ele aproveitou esses últimos dias para fazer tratamento com gelo e conquistou a segunda classificação brasileira em segundo lugar, nas cinco baterias disputadas na sexta-feira em El Gringo. A única vitória foi a do baiano Franklin Serpa, criado nas ondas quentes do Nordeste do Brasil, bem diferentes do mar congelante do Chile.

Franklin Serpa - Maui and Sons Arica Pro Tour Franklin Serpa WSL / Nicolaz Diaz

Em Arica, todos competem usando botinha e roupas de neoprene bem mais grossas, algumas cobrindo até a cabeça, para suportar a água sempre muito fria de El Gringo. Franklin achou um bom tubo na sua primeira onda para derrotar mais dois peruanos por 7,73 pontos, contra 7,03 de Lucca Mesinas e 5,40 de Cristobal de Col, eliminado junto com o havaiano Ian Gentil que não conseguiu sair de nenhum tubo.

"Eu nunca tinha vindo antes pra cá e está sendo mágico, é uma onda incrível", disse Franklin Serpa. "Apesar das ondas terem diminuído, acredito que amanhã e depois vão ficar bem legais. Aqui é totalmente diferente de onde eu venho, pois tem que ter botinha, roupa grossa, que nunca uso lá no Brasil. A gente fica mais duro, é mais difícil de firmar o pé na prancha, mas é uma onda incrível. É tubo pra esquerda, que eu gosto muito, então estou feliz por ter achado um tubo ali no começo que não podia errar, pois não tinham muitas chances pra surfar".

Miguel Tudela - Maui and Sons Arica Pro Tour Miguel Tudela WSL / Nicolaz Diaz

DOZE PAÍSES NA BRIGA - A histórica décima edição do Maui and Sons Arica Pro Tour QS 3000 by Jeep começou na terça-feira com 112 surfistas de 20 países e chega no fim de semana, que promete ser de altos tubos em El Gringo, com 32 concorrentes ao título de 12 nações. O único chileno é Danilo Cerda, que está na quinta bateria com o brasileiro Lucas Silveira, o americano Nolan Rapoza e o francês Gatien Delahaye, campeão do QS 3000 do Peru em Punta Hermosa.

A maioria dos classificados é do Brasil, nove no total com o atual campeão, Jeronimo Vargas, que vai fazer sua segunda defesa do título na sétima bateria, contra o baiano Franklin Serpa, o californiano John Mel e Carlos Munoz, da Costa Rica. Os norte-americanos, com cinco surfistas, formam o segundo maior pelotão entre os 32 melhores, seguido pelo Peru e Austrália com quatro cada um, Havaí e França com dois e mais seis países ainda estão na briga do título com um representante, Chile, Argentina, Espanha, Nova Zelândia, Costa Rica e Taiti.

Leandro Usuna - Maui and Sons Arica Pro Tour Leandro Usuna WSL / Nicolaz Diaz

O argentino é Leandro Usuña, único não brasileiro a conquistar o título sul-americano da WSL South America, em 2016. Ele estreou na primeira bateria da sexta-feira de ondas pequenas e que aumentam o perigo para competir em El Gringo, formando muito mais próximas da bancada de pedras que não admite erros. Leandro achou um tubaço que valeu nota 6,0 na única onda que completou e foi suficiente para vencer por 6,67 pontos. O brasileiro Lucas Silveira passou em segundo com 5,77, eliminando o australiano Hinata Aizawa e o último surfista que veio do Japão para desafiar El Gringo, Shun Murakami.

"É bom começar com o pé direito, passando a primeira bateria", disse Leandro Usuña. "Estou há muito tempo esperando para vestir a lycra de competição e essa é uma onda que eu gosto bastante. É um dos melhores tubos do mundo, mas quando as ondas estão pequenas assim na maré cheia, fica muito mais perigoso em El Gringo. Pelo menos, já passei por isso e agora é olhar pra frente, porque pretendo passar mais baterias nos próximos dias".

Alvaro Malpartida - Maui and Sons Arica Pro Tour Alvaro Malpartida WSL / Nicolaz Diaz
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