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Maui and Sons Arica Pro Tour terá um novo campeão no Chile

As ondas subiram no sábado na Ex Isla El Alacrán e El Gringo bombou seus tubos espetaculares nas duas fases que definiram as quartas de final do Maui and Sons Arica Pro Tour QS 3000 by Jeep no Chile. No domingo, um novo campeão será conhecido em Arica, pois o defensor do título, Jeronimo Vargas, perdeu na última rodada do dia. Foi uma bateria depois do norte-americano Skip McCullough surfar o primeiro tubaço nota 10 no evento que celebra 10 anos de história do campeonato mais antigo da América do Sul, fora do Brasil.

Skip surfando a onda nota 10
Saiu o primeiro 10 do Maui And Sons Arica Pro Tour

"Foi até difícil de entender como eu consegui. Acho que foi um milagre", disse Skip McCullough. "Eu quase cai no drop (quando entrou na onda), mas acabei dentro de um salão gigante, multicolorido e quando saí no final, a única coisa que estava na minha cabeça era Jesus. Aí olhei pra cima e vi a estátua de Jesus no topo do morro (de Arica) olhando pra mim. Ele estava lá festejando com os braços pra cima e foi muito emocionante, um momento único".

Esse tubaço incrível foi surfado na primeira onda que Skip McCulllough entrou na segunda bateria classificatória para as quartas de final, no sábado de altas ondas no Chile. Depois ele não achou mais nada parecido. Nem ele e nem os outros três adversários da bateria, com o norte-americano passando em primeiro lugar com 12,33 pontos. O pernambucano Ian Gouveia estava se classificando em segundo, até o australiano Dean Bowen também achar um tubo no último minuto, para lhe tirar a vaga nas quartas de final por 7,00 a 5,37 pontos.

Skip McCullough - Maui and Sons Arica Pro Tour Skip McCullough WSL / Nicolaz Diaz

"Foi a minha primeira nota 10 em um evento da World Surf League e não poderia ter acontecido em um lugar melhor do que aqui em El Gringo", disse Skip McCullough. "Agora, a meta é conseguir duas ondas boas na bateria. Nessa só consegui uma, mas na próxima quero pegar dois tubos, porque eu acredito que apenas uma onda boa não será suficiente nas fases decisivas. Por sorte, meu único tubo hoje (sábado) foi nota 10 e estou muito feliz".

O dono da única nota 10 da histórica décima edição do Maui and Sons Arica Pro Tour, vai enfrentar o peruano Alonso Correa na segunda quarta de final do domingo e a previsão é de que as ondas estarão bem maiores, passando dos 3 metros de altura em El Gringo. O duelo que vai abrir o último dia será entre o brasileiro Wiggolly Dantas e o australiano Dean Bowen, semifinalista em Arica no ano passado e vice-campeão na edição de 2016 no Chile.

Wiggolly Dantas - Maui and Sons Arica Pro Tour Wiggolly Dantas WSL / Nicolaz Diaz

Wiggolly competiu junto com o seu irmão mais jovem, Weslley Dantas, que não conseguiu sair de nenhum tubo e terminou em último lugar, atrás do australiano Max Kearney e do peruano Alonso Correa, que ficou com a segunda vaga da bateria para as quartas de final. Esse já é o melhor resultado na temporada 2019 do ex-top da elite do CT, Wiggolly Dantas. Ele não tinha chegado nas quartas de final das outras seis etapas que disputou esse ano e a classificação foi confirmada quando Guigui surfou o seu melhor tubo, que valeu a vitória com nota 6,00.

"É um prazer surfar duas baterias em El Gringo assim, com altas ondas, ainda mais só com quatro pessoas no mar, porque normalmente a gente surfa aqui com 20, 30 cabeças na água (risos)", disse Wiggolly Dantas. "Pena que não deu pra fazer uma dobradinha com meu irmão. Eu optei em ficar mais embaixo do pico, pegando as ondas um pouco menores, mas mais cavadas, enquanto ele tentou as maiores das séries e não conseguiu sair dos tubos. Este já é o meu melhor resultado no ano e estou feliz, porque esse é um lugar que eu gosto muito, então estou bem confiante para tentar avançar mais baterias amanhã (domingo)".

Jeronimo Vargas - Maui and Sons Arica Pro Tour Jeronimo Vargas WSL / Nicolaz Diaz

CAMPEÃO BARRADO - A batalha por vagas nas quartas de final do Maui and Sons Arica Pro Tour prosseguiu com a força das ondas quebrando algumas pranchas, mas, felizmente, sem ninguém sair machucado do mar no sábado. No penúltimo confronto do dia, caiu o último surfista que poderia conquistar um inédito bicampeonato nos 10 anos de história do desafio nos tubos de El Gringo.

O carioca Jeronimo Vargas não conseguiu pegar as melhores ondas que entraram e o jovem paulista Vitor Mendes passou em primeiro com a nota 7,5 do tubão que surfou em sua primeira onda. Outro carioca, Lucas Silveira, estava passando em segundo lugar até os últimos segundos, quando Joaquin del Castillo achou um tubo para se tornar o segundo peruano a passar para as quartas de final, que vão abrir o domingo do QS 3000 de Arica.

Lucas Silveira - Maui and Sons Arica Pro Tour Lucas Silveira WSL / Nicolaz Diaz

"Eu sabia que ia ter poucas ondas na bateria, pois na anterior já tinha sido assim, apesar de um cara (Skip McCullough) ter tirado uma nota 10. Então eu queria pegar uma onda rápido, aí consegui entubar bem na primeira onda, para tirar um 7,5 que me deixou mais tranquilo", contou Vitor Mendes, que é irmão do top do CT, Jessé, primeiro brasileiro a ser campeão nos tubos de El Gringo em 2014. "A melhor colocação da minha vida foi aqui mesmo em Arica no ano passado, quando fiquei em quinto lugar perdendo nas quartas de final. Agora quero melhorar e, se puder, levar o título pra casa de novo".

O adversário de Vitor Mendes na terceira quarta de final será o norte-americano Nolan Rapoza, que ficou com a última vaga disputada no sábado em El Gringo. Já a última bateria ficou formada pelo peruano Joaquin del Castillo e pelo taitiano Mihimana Braye, que surfou belos tubos no confronto que fechou o penúltimo dia do Maui and Sons Arica Pro Tour.

Vitor Mendes - Maui and Sons Arica Pro Tour Vitor Mendes WSL / Nicolaz Diaz

LIDERANÇA DO SUL-AMERICANO - Joaquin del Castillo pode tirar a liderança do ranking sul-americano da WSL South America do brasileiro João Chianca, se chegar na final do QS 3000 de Arica no Chile. Jessé Mendes também pode conseguir isso, mas só com a vitória em El Gringo. Já o peruano Alonso Correa é o único com chances de entrar na lista dos dez surfistas que o WSL Qualifying Series classifica para a elite mundial do CT, porém somente se vencer também a edição comemorativa dos 10 anos de história de uma das etapas mais perigosas do mundo.

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