WSL / Luis Barra
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Maui and Sons Pichilemu Pro abre a disputa do título sul-americano no Chile

O Maui and Sons Pichilemu Women´s Pro by Royal Guard abriu a decisão do último título sul-americano de 2019 da WSL Latin America na sexta-feira e a campeã será conhecida neste fim de semana no Chile. A peruana Daniella Rosas lidera o ranking e pode ser a campeã mais jovem da história, com apenas 17 anos. Mas, Lorena Fica tenta conquistar o primeiro título sul-americano do Chile. Surfistas de dez países estão prestigiando a sexta edição da etapa do WSL Qualifying Series feminino mais tradicional da América do Sul nas ondas de Punta de Lobos, viajando da capital Santiago até o Sul do país em total normalidade, sem qualquer sinal dos protestos populares que provocaram o adiamento do evento no fim de outubro.

Maui And Sons Pichilemu Women's Pro by Royal Guard Maui And Sons Pichilemu Women's Pro by Royal Guard WSL / WSL Latin America

A comissão técnica do evento preferiu aguardar a evolução do mar durante a sexta-feira e o evento só foi iniciado às 16h00, após a terceira chamada do dia, quando as ondas em Punta de Lobos já apresentavam boas condições para dar a largada no Maui and Sons Pichilemu Pro 2019. Como no Sul do Chile só anoitece após as 19h00, tinha tempo para realizar as oito baterias da primeira fase em boas ondas, apesar de um pouco menores do que todas desejavam. No entanto, as principais concorrentes ao título sul-americano classificaram-se em segundo lugar nas suas primeiras baterias no Chile.

A primeira a estrear foi Lorena Fica, que começou bem na quinta bateria do dia, escolhendo uma esquerda abrindo a parede para fazer quatro manobras fortes de backside, que valeram nota 5,25. Depois, foi ultrapassada pela argentina Josefina Ané, que também aproveitou as boas ondas que entraram no início, para vencer com notas 5,00 e 5,50. Lorena logo conseguiu um 4,00 para manter uma tranquila vantagem sobre as outras duas chilenas da bateria e avançar em segundo, eliminando as jovens Sofia Driscoli e Dominique Charrier.

Carol Henrique - Maui And Sons Pichilemu Women's Pro by Royal Guard Carol Henrique WSL / Luis Barra

A peruana Daniella Rosas também pegou a primeira onda na bateria seguinte, mas não era boa. A campeã portuguesa de 2019, Yolanda Hopkins, também falhou na primeira e foi bem na segunda, largando na frente com nota 6,25. A peruana respondeu com 4,50 e na onda seguinte igualou o 6,25 da portuguesa para assumir a ponta. Nos minutos finais, Yolanda achou uma esquerda mais longa para fazer quatro batidas e rasgadas de backside e somar 5,50 na vitória por 11,75 a 10,75 pontos da peruana. As duas passaram para a segunda fase, sem serem ameaçadas por mais duas jovens chilenas, Estela López e Paloma Santos.

Com a classificação, Daniella Rosas já acabou com as chances de três concorrentes ao título sul-americano, a brasileira Julia Duarte e as argentinas Josefina Ané e Lucia Cosoleto. A única que pode impedir que a peruana se torne a campeã mais jovem da história do principal título feminino do continente, com apenas 17 anos, é Lorena Fica. A chilena também tenta o primeiro título, que será inédito para o seu país, mas já precisa chegar na final em Punta de Lobos, para superar os 1.560 pontos que a líder já garantiu no ranking.

Maui And Sons Pichilemu Women's Pro by Royal Guard Maui And Sons Pichilemu Women's Pro by Royal Guard WSL / WSL Latin America

SURFE CHILENO - Importante destacar o crescimento do surfe feminino no Chile, impulsionado até pelo Maui and Sons Pichilemu Women´s Pro, que vem fechando o calendário da WSL Latin America desde 2014. Essa sexta edição começou com doze chilenas entre as 27 participantes de dez países, a maioria muito jovem ainda, mas que vão ganhando experiência com a chance de competir com surfistas de outros países. Além de Lorena Fica, mais duas passaram suas baterias em segundo lugar, Natalia Diaz na segunda, vencida pela peruana Sol Aguirre, e Josefina Vidueira na terceira, junto com a australiana Freya Prumm.

As competidoras de outros continentes que não pontuam no ranking sul-americano e estão no Chile buscando os 1.500 pontos para o WSL Qualifying Series, ganharam a maioria das baterias da primeira fase, cinco das oito. Desde a primeira, quando a surfista da Costa Rica, Leilani McGonagle, que decidiu o título do Maui and Sons Pichilemu Pro nos três últimos anos e ganhou o de 2017, fez as marcas a serem batidas no campeonato.

Leilani McGonagle - Maui And Sons Pichilemu Women's Pro by Royal Guard Leilani McGonagle WSL / Pablo Jimenez

MELHOR DO DIA - Leilani surfou bem de novo as esquerdas de Punta de Lobos, com as duas melhores ganhando notas 7,50 e 7,00 dos juízes, pelo seu ataque agressivo de frontside nos pontos mais críticos das ondas. A jovem carioca Julia Duarte, também surfou duas ondas boas para se classificar em segundo lugar com 12,25 pontos, contra 7,25 da argentina Catalina Mercere. Julia é a única participante do Brasil no QS 1500 do Chile esse ano.

"Eu gosto muito de vir para cá. É um lugar muito lindo e esse evento é sempre muito bem organizado, então estou superfeliz em estar aqui novamente", disse Leilani McGonagle. "As ondas estão um pouco pequenas hoje (sexta-feira), mas, mesmo assim, tem boas ondas e esperamos que fiquem melhores nos próximos dias. Quero mandar um salve para todos da Costa Rica, que estão sempre me apoiando, torcendo por mim e espero conseguir mais um bom resultado aqui, como nos outros anos".

Sol Aguirre - Maui And Sons Pichilemu Women's Pro by Royal Guard Sol Aguirre WSL / Pablo Jimenez

Depois da campeã do QS 1500 de Pichilemu em 2017 e vice em 2016 e 2018, entrou no mar a bicampeã sul-americana Pro Junior da WSL Latin America em 2017 e 2018, Sol Aguirre. A peruana estava em Taiwan no início do mês, participando do evento que decidiu os títulos mundiais da World Surf League, na categoria para surfistas com até 18 anos de idade. Assim como Leilane McGonagle, Sol Aguirre confirmou o favoritismo com seu backside vertical nas esquerdas de Punta de Lobos, contra as chilenas Natalia Diaz e Maria Barrios.

DEFENSORA DO TÍTULO - Depois, a australiana Freya Prumm ganhou a terceira bateria e a norte-americana Ella McCaffray venceu a quarta, com a alemã Camilla Kemp passando junto com ela, antes de duas vitórias sul-americanas seguidas. A defensora do título em Pichilemu, Anali Gomez, peruana única tricampeã sul-americana da história da WSL Latin America, derrotou a portuguesa Carol Henrique e a chilena Antonia Vidueira na quinta bateria. Na sexta, a argentina Josefina Ané superou três chilenas, até a vice-líder do ranking, Lorena Fica.

Camilla Kemp - Maui And Sons Pichilemu Women's Pro by Royal Guard Camilla Kemp WSL / Pablo Jimenez

A líder, Daniella Rosas, também passou em segundo na sétima, vencida pela campeã portuguesa de 2019, Yolanda Hopkins. E na oitava e última do dia, a surfista do País Basco, Ariane Ochoa, foi quem mais chegou perto dos recordes da costa-ricense Leilani McGonagle na bateria que abriu o QS 1500 de Pichilemu na sexta-feira. A espanhola também conseguiu uma nota 7,50, que somou com o 6,75 recebido na onda anterior, para totalizar 14,25 pontos. A argentina Lucia Cosoleto ficou com a última vaga para a segunda fase.

O QS 1500 Maui and Sons Pichilemu Women´s Pro by Royal Guard está sendo transmitido ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e a primeira chamada do sábado será as 8h00 em Punta de Lobos, no Sul do Chile.

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