O potiguar Jadson André começou a defender o título do Elétron Energy apresenta Oi Hang Loose Pro Contest com vitória na bateria que abriu a quinta-feira de muita chuva em Fernando de Noronha. Já o vice-campeão no ano passado, Yago Dora, fechou a segunda fase fazendo os recordes do dia em sua estreia na Cacimba do Padre. Depois só teve mais uma bateria, com Filipe Toledo vencendo o primeiro confronto da terceira fase. O segundo ficou para abrir a sexta-feira, novamente as 7h00 em Fernando de Noronha, 6h00 no fuso de Brasília.

Jadson Andre - Oi Hang Loose Pro Contest Jadson Andre - WSL / Daniel Smorigo

Jadson André estava ansioso para disputar sua primeira bateria na temporada, só não gostaria que fosse tão cedo. Mesmo assim, conseguiu liquidar seus adversários logo nas primeiras ondas que surfou e valeram notas 7,00 e 5,50. Com os 12,50 pontos que totalizou, derrotou o jovem cearense Cauã Costa, que se classificou em segundo lugar, eliminando o francês Enzo Cavallini e o único surfista da Suécia no Circuito Mundial, Kian Martin.

"Minha primeira bateria do ano e já as 7h00 da manhã, mas parece uma coisa divina isso. Todo mundo sabe que não sou um cara matinal, não gosto de acordar cedo e hoje tive que levantar as 4h40 da madrugada", disse Jadson André. "Acho que só no surfe mesmo você compete as 7h00 da manhã, mas pra mim é até especial, porque no ano passado eu competi na primeira bateria do dia em quase todos os eventos. Era incrível isso e parece uma provação, mas estou feliz por ter passado. Para mim, sempre foi um sonho vencer essa etapa da Hang Loose e ter conseguido isso aqui em Noronha, foi algo que nem consigo explicar. Então, se for da vontade de Deus, a gente vai sair daqui com o bi".

Ramzi Boukhiam - Oi Hang Loose Pro Contest Ramzi Boukhiam - WSL / Daniel Smorigo

Na terceira fase, Jadson enfrentará os dois peruanos que estão no grupo dos top-10 do ranking que se classificam para a divisão de elite da World Surf League, Lucca Mesinas e Alonso Correa, além de outro brasileiro, Vitor Ferreira. O outro único participante do Oi Hang Loose Pro Contest esse ano, que pode conseguir um inédito bicampeonato em Noronha é o catarinense Alejo Muniz, campeão na Cacimba do Padre em 2011. Alejo também passou sua primeira bateria na quinta-feira, mas em segundo lugar na vitória do marroquino Ramzi Boukhiam.

"Eu amo Noronha e foi aqui a minha primeira grande vitória da carreira", destacou Alejo Muniz, sobre o título de 2011. "Foi logo depois de ter me classificado para o CT, então foi meio que um sonho vencer aqui. Já faz bastante tempo né, mas estou tentando trazer aquele sentimento de 2011 pra hoje e estou feliz por passar a primeira bateria. O mar estava difícil com a maré secando, mas tem altas ondas. No ano passado, eu me machuquei nesse evento e eu queria começar o ano aqui, porque é um lugar que me deu muita felicidade. Agora estou me sentindo bem, forte, então espero continuar avançando no campeonato".

Alejo Muniz - Oi Hang Loose Pro Contest Alejo Muniz - WSL / Daniel Smorigo

MELHOR DO DIA - Quem também está competindo com uma motivação extra no Elétron Energy apresenta Oi Hang Loose Pro Contest é o catarinense Yago Dora. Ele já estreou bem na temporada, ficando em terceiro lugar na final do QS 5000 Volcom Pipe Pro do Havai, vencido pelo paulista Wiggolly Dantas. Yago quer tentar a vitória em Fernando de Noronha, que escapou nos últimos minutos da final do ano passado e usou os aéreos para fazer os recordes do dia, totalizando 14,07 pontos com notas 7,57 e 6,50.

"Minha estratégia era estar pronto para qualquer coisa que a onda fosse oferecer. A minha primeira onda, vi que não tinha muito potencial e achei que valia mais a pena tentar o aéreo. Eu estava bem confiante pra arriscar o aéreo e deu certo", contou Yago Dora. "Estou querendo seguir a mesma conduta do ano passado. É uma onda que eu gosto muito de surfar, com bastante oportunidades pra ir trocando notas. É como se fosse um freesurf e acho que é desse jeito que eu tenho que continuar, para conseguir ir avançando no evento".

Yago Dora - Oi Hang Loose Pro Contest Yago Dora - WSL / Daniel Smorigo

TOP-10 DO QS - Cinco participantes do Oi Hang Loose Pro Contest fazem parte do grupo dos top-10 do WSL Qualifying Series, que se classificam para o CT. O vice-líder do ranking, Wiggolly Dantas, estreou na quarta-feira e se passar mais uma bateria já assume a ponta. Os outros fizeram suas primeiras apresentações na quinta-feira. Os peruanos Lucca Mesinas e Alonso Correa e o francês Maxime Huscenot, passaram suas baterias. Já o atual campeão sul-americano da WSL Latin America, João Chianca, que divide o sexto lugar com Alonso Correa, não achou boas ondas e terminou em último na sua.

Dos três que seguem na disputa do título do QS 5000 de Fernando de Noronha e pela liderança do ranking, o único que estreou com vitória na Cacimba do Padre foi o quinto colocado, Lucca Mesinas. Ele competiu com três brasileiros no segundo confronto do dia e as notas 6,90 e 4,50 das últimas ondas que surfou, foram suficientes para vencer. Na briga pela segunda vaga, o jovem catarinense Leo Casal despachou dois paulistas, Flavio Nakagima e Ryan Kainalo.

Lucca Mesinas - Oi Hang Loose Pro Contest Lucca Mesinas - WSL / Daniel Smorigo

"Estou muito feliz por estar aqui pela segunda vez, pois é um lugar lindo que me encanta muito e as ondas são muito boas", disse Lucca Mesinas. "Estou feliz por passar a primeira bateria e a meta é me manter entre os top-5 do ranking, para ficar bem posicionado pra conseguir vaga nas etapas de 10.000 pontos (Challenger) lá da Austrália e da Nova Zelândia. Eu e o Alonso (Correa) já conseguimos bons resultados esse ano. Estamos cada vez mais perto de colocar o Peru na elite do mundo e vamos trabalhar duro para que isso aconteça esse ano".

Duas baterias depois, o vice-campeão no QS 5000 de Marrocos, Alonso Correa, foi batido pelo jovem pernambucano Douglas Silva, mas se classificou em segundo lugar. Com isso, acabou indo para a mesma sétima bateria da terceira fase do também peruano, Lucca Mesinas. Eles terão uma dura missão neste confronto direto entre Brasil e Peru em Fernando de Noronha, contra Vitor Ferreira e o defensor do título do Oi Hang Loose Pro Contest, Jadson André.

INVASÃO FRANCESA - O outro top-10 do QS que avançou na quinta-feira foi o décimo do ranking, Maxime Huscenot. Ele completou a segunda classificação dupla da invasão francesa no arquipélago pernambucano esse ano, na bateria vencida por Marco Mignot, contra dois brasileiros, Victor Bernardo e Fernando Junior. Eles repetiram a dobradinha do irmão do Marco, Nomme Mignot, com Marc Lacomare e mais três franceses passaram para a terceira fase do QS 5000 de Fernando de Noronha na quinta-feira chuvosa na Cacimba do Padre.

Maxime Huscenot - Oi Hang Loose Pro Contest Maxime Huscenot - WSL / Daniel Smorigo

"Eu tentei iniciar forte a bateria e fiz uma manobra muito boa, mas o mar está bem difícil e não consegui concluir a onda como eu queria", disse Maxime Huscenot. "A bateria estava muito perigosa, com todos surfando bem, então estou feliz por ter passado e espero surfar um pouco melhor na próxima. Essa é a terceira vez que venho a Noronha. É uma ilha mágica, um dos melhores beachbreaks do mundo certamente e é um evento importante para eu me manter bem no ranking, para competir nas etapas da Austrália. Nós viemos da França com vários surfistas, porque as ondas são parecidas com as do nosso país, fortes, pesadas, então as condições são boas para nós e estamos aqui em peso pra tentar uma vitória".

EQUIPE HANG LOOSE - Quem também quer a vitória em Fernando de Noronha é um dos atletas da Equipe Hang Loose, filho de um dos maiores ídolos do surfe brasileiro em todos os tempos. Ian Gouveia escolheu estrear na temporada 2020 no evento promovido pelo seu patrocinador e fez os recordes do dia até a sua bateria, a antepenúltima da segunda fase. Sua melhor onda valeu 7,60 e depois conseguiu um 5,43 para totalizar 13,03 pontos. contra o catarinense Luan Wood, o espanhol Andy Criere e o paulista Kaue Germano.

Ian Gouveia - Oi Hang Loose Pro Contest Ian Gouveia - WSL / Daniel Smorigo

"A primeira bateria no evento sempre tem aquela ansiedade e essa foi a primeira do ano pra mim, então optei em pegar bastante ondas para ter mais oportunidades de surfar e deu certo", disse Ian Gouveia. "Achei umas ondas boas que renderam boas notas e estou amarradão. Eu gosto muito de surfar aqui, pois é o evento do meu patrocinador (Hang Loose), que meu pai (Fábio Gouveia) ganhou muitos anos atrás (1990) no Guarujá. Então, quem sabe eu possa ganhar agora, esse ano aqui, o que seria demais, um sonho".

FECHANDO O DIA - Ian Gouveia competiu na hora que desabou um temporal na Cacimba do Padre, mas não durou muito tempo. A quinta-feira foi assim, com as chuvas parando e voltando. Após o término da 12.a bateria do dia, que fechou a segunda fase, a maré já estava secando na Cacimba do Padre e o diretor de prova do Oi Hang Loose Pro Contest, Fabio Gouveia, passou a consultar os surfistas, se eles desejavam competir naquelas condições, ou se preferiam deixar para a sexta-feira.

Cacimba do Padre, Fernando de Noronha - Oi Hang Loose Pro Contest Cacimba do Padre - WSL / Daniel Smorigo

Os da primeira bateria decidiram competir e o número 4 do mundo, Filipe Toledo, confirmou o favoritismo mais uma vez. Ele falhou nas primeiras tentativas de surfar, mas achou boas ondas depois, para tirar notas 7,00 e 6,77 seguidas com seu repertório de manobras progressivas e inovadoras. Ele venceu a disputa pelas primeiras vagas para a rodada classificatória para as oitavas de final e o paulista Marcos Correa passou junto com ele, com ambos eliminando o pernambucano Junior Lagosta e o único argentino do evento, Santiago Muniz.

"A gente optou por cair agora na maré seca mesmo, pra já tirar essa bateria da frente", disse Filipe Toledo. "Deu pra se divertir, porque a valinha ta boa ainda e consegui achar duas ondinhas boas. Teve uma direita legal de duas manobras, depois uma esquerda que mandei um aéreo, então estou amarradão por ter passado mais uma. Só agradeço a Deus pela oportunidade em estar no paraíso, podendo surfar aqui, porque isso não é pra qualquer um não (risos). O negócio é manter o foco, a leveza e se divertir bastante, para seguir avançando as baterias para, quem sabe, até conseguir a vitória aqui".

Filipe Toledo - Oi Hang Loose Pro Contest Filipe Toledo - WSL / Daniel Smorigo

Enquanto rolava essa primeira bateria, os competidores da segunda ficaram num impasse. O norte-americano Luke Gordon escolheu competir na maré seca, mas os outros três surfistas preferiram deixar para as 7h00 da sexta-feira. Com a maioria formada pelo francês Joan Duru, o brasileiro Weslley Dantas e o uruguaio Marco Giorgi, o diretor de prova, Fabio Gouveia, oficializou o adiamento desta segunda bateria da terceira fase e a Cacimba do Padre ficou livre para todos treinarem até o fim do dia na quinta-feira em Fernando de Noronha.

O Elétron Energy apresenta Oi Hang Loose Pro Contest é uma realização da World Surf League (WSL) com patrocínios da Oi e Elétron Energy, através da Lei de Incentivo ao Esporte, do Governo de Pernambuco, tendo como proponente o Instituto Incentiva, e da Hang Loose.

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