- WSL / Poullenot/Aquashot
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Highlights: Billabong Pro Tahiti Dia 3
2:17
Bruno Santos brilha em uma bateria muito disputada com Kelly Slater

O niteroiense Bruno Santos brilhou na bateria em que três campeões do Billabong Pro Tahiti disputaram vaga para as quartas de final da etapa mais desafiadora do Samsung Galaxy World Surf League Championship Tour. Nela, o recordista de títulos em Teahupoo, Kelly Slater, ganhou a primeira nota 10 do campeonato, mas Bruninho também surfou dois tubos incríveis nas ondas de 3-5 pés da segunda-feira para tirar notas 9,30 e 9,00 e superar o maior ídolo do esporte por 18,30 a 18,17 pontos, com o australiano Adrian Buchan ficando em último. Já Gabriel Medina e Jadson André perderam as últimas baterias do dia e se enfrentarão na rodada que vai abrir a terça-feira decisiva no Taiti.

Bruno Santos (BRA) winning  Heat 2  of Round Four  at Billabong Pro Tahiti 16 Bruno Santos - WSL / Poullenot/Aquashot

"Estou muito feliz por ganhar essa bateria com três campeões do evento", disse Bruno Santos. "O Ace (Adrian Buchan) é muito bom aqui e o Kelly (Slater) é o cara que mais venceu e fez mais finais no Taiti. Era realmente um sonho meu vencer o Kelly um dia. Eu surfei contra ele umas quatro ou cinco vezes e desde criança sempre sonhei em ganhar dele em algum lugar, mas aqui é especial. Foi uma bateria muito louca, com o Kelly tirando um 10, mas também consegui pegar bons tubos e foi incrível, inesquecível para mim. Estou muito feliz por passar para as quartas de final ganhando de dois dos meus surfistas favoritos aqui em Teahupoo".

Kelly Slater (USA) placed 2nd in Heat 2  of Round Four  at Billabong Pro Tahiti 16 Kelly Slater - WSL / Poullenot/Aquashot

A primeira chamada da terça-feira será realizada mais cedo, às 6h10 na Polinésia Francesa, para tentar iniciar o último dia do Billabong Pro Tahiti às 6h35, 13h35 pelo fuso horário de Brasília. Bruno Santos venceu esta etapa em 2008 ganhando a triagem como neste ano e foi impecável nesta melhor bateria do campeonato. Ele surfou o primeiro tubo para largar na frente com nota 7,67, mas Slater logo deu o troco com 8,17. Bruninho respondeu à mesma altura com outra boa onda que valeu nota 9,00 e aí o onze vezes campeão mundial, com quatro vitórias na bancada mais perigosa do mundo, surfou um tubaço incrível que arrancou o primeiro 10 do ano em Teahupoo. Só que o brasileiro ainda achou outro tubo espetacular para retomar a ponta com nota 9,30 e ainda descartou um 8,83 da sua última onda.

Bruninho já tinha feito uma ótima bateria na terceira fase, não dando qualquer chance para o número 1 do Jeep WSL Leader, Matt Wilkinson, derrotando o australiano novamente como na primeira fase disputada no sábado. Com a eliminação em 13.o lugar no Billabong Pro Tahiti, o australiano que lidera o ranking desde a primeira etapa da temporada, pode perder sua lycra amarela nesta terça-feira se o havaiano John John Florence chegar nas quartas de final e Gabriel Medina também supera Matt Wilkinson se for finalista pela terceira vez consecutiva nos tubos de Teahupoo.

Gabriel Medina (BRA) winning Heat 12  of Round Three at Billabong Pro Tahiti 16 Gabriel Medina - WSL / Poullenot/Aquashot

Os dois ficaram em último nas suas baterias da quarta fase que fecharam a segunda-feira, mas eles ainda têm uma outra chance na segunda rodada classificatória para as quartas de final. John John perdeu junto com o potiguar Jadson André para Josh Kerr e Medina foi derrotado no confronto vencido pelo também australiano Julian Wilson. A bateria do havaiano foi fraca de ondas e Kerr levou a melhor somando dois 5,50. Jadson ainda tirou a maior nota, 6,23, porém depois só conseguiu um 3,83 e foi superado por 11,00 a 10,06 pontos, enquanto John John não completou nenhuma onda.

Os tubos voltaram a bombar em Teahupoo na bateria do campeão mundial Gabriel Medina, mas para os australianos que ele enfrentou. Julian Wilson largou na frente com um tubaço incrível que valeu nota 9,70 e Joel Parkinson começou com 9,37. Wilson logo pegou outra boa onda para ganhar 8,27 e praticamente garantir a vitória por 17,97 pontos. Medina demorou bastante para pegar seu primeiro tubo e acabou somando uma nota 1,33 com o 9,27 recebido na única onda boa que surfou. Ele agora terá um duelo brasileiro com Jadson André valendo vaga para enfrentar o australiano Josh Kerr na terceira quarta de final.

John John Florence during Round Three. John John Florence - WSL / Poullenot/Aquashot

Já John John Florence vai fechar a quinta fase com Joel Parkinson e o vencedor será o adversário de Julian Wilson na disputa pela última vaga para as semifinais. Se for o havaiano, ele já tira a lycra amarela do Jeep WSL Leader de Matt Wilkinson, enquanto Medina só ultrapassa o australiano se passar por Jadson, por Kerr nas quartas de final e ainda pelas semifinais. Ele já conseguiu isso nas duas últimas edições da etapa mais perigosa do WSL Tour, pois faturou o título do Billabong Pro Tahiti em 2014 quando foi campeão mundial e ficou em segundo na final do ano passado, contra o francês Jeremy Flores.

BRASILEIROS NO CAMINHO - Os brasileiros vêm atravessando o caminho de Matt Wilkinson na busca pelo seu primeiro título mundial. Esta foi a quarta etapa consecutiva em que o australiano é derrotado por eles. No Oi Rio Pro, foram dois convidados que o deixaram em último lugar no Rio de Janeiro. Ele primeiro perdeu para o baiano Marco Fernandez e depois para o paulista Deivid Silva. Na etapa seguinte, em Fiji, Wilko chegou na grande final, mas não impediu o segundo título de Gabriel Medina nos tubos de Cloudbreak. Na África do Sul, ele parou na terceira fase como no Taiti, sendo barrado pelo catarinense Alejo Muniz em Jeffreys Bay e agora pelo niteroiense Bruno Santos em Teahupoo.

Jadson Andre winning his Round Three heat. Jadson Andre - WSL / Kelly Cestari

A segunda-feira no Taiti começou com seis brasileiros disputando a terceira fase do Billabong Pro. O potiguar Italo Ferreira liderou a primeira bateria do dia até os minutos finais, quando o havaiano Keanu Asing achou um bom tubo para vingar a derrota sofrida para ele na primeira fase, virando o resultado para 14,07 a 12,43 pontos. Na quarta bateria, o catarinense Alejo Muniz não conseguiu completar os melhores tubos que pegou e foi facilmente batido pelo australiano Adrian Buchan por 15,50 a 7,33.

Na sequência, Kelly Slater deu o seu primeiro show do dia nos tubos de Teahupoo, fazendo o maior placar da terceira fase - 17,50 pontos - no duelo norte-americano com Nat Young. E Bruno Santos conquistou sua segunda vitória sobre o número 1 do Jeep WSL Leader, Matt Wilkinson, por 12,33 a 6,83 pontos. Na disputa seguinte, Alex Ribeiro até pegou um bom tubo, mas o havaiano John John Florence surfou os dois melhores para vencer por 13,33 a 8,57.

Matt Wilkinson winning his Round Two heat. Matt Wilkinson - WSL / Damien Poullenot

Depois, Jadson André despachou o havaiano Sebastian Zietz por 12,07 a 9,57 na nona bateria e Gabriel Medina passou fácil pelo australiano Kai Otton por 15,66 a 7,83 na que fechou a terceira fase. A vitória nesta rodada é superimportante, pois vale duas chances de classificação para as quartas de final e a pontuação no ranking sobe para 4.000 pontos. Italo Ferreira, Alejo Muniz e Alex Ribeiro marcaram 1.750 pelo 13.o lugar e receberam 10.500 dólares de prêmio.

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